sexta-feira, julho 29, 2005
Um Herói á portuguesa!
Esta história, confesso desde já que é baseada em factos reais, uma vez que eu não teria criatividade e loucura suficientes para a inventar na sua totalidade.
Ora, um indivíduo aborrecido com toda a sociedade em geral e com os que vivem melhor que ele em particular, decide escrever uns poemas altamente críticos. Consegue publicar o livro, e assume-se do lado do povo (o “elo mais fraco”), os injustiçados, os moralmente capazes de julgar todas as causas sociais, ou seja ele é o verdadeiro Chico desgraçado!
Passados alguns meses sobre a publicação do mega livro, o mesmo individuo que tinha tido alguma publicidade e quando estava já a cair no esquecimento, o poeta, que por palavras e atitudes já se havia manifestado a favor de grandes causas, decidiu fazer uma manifestação em sua prol. A forma de protesto escolhida foi uma greve de fome que teve como motivo o desejo de abate de algumas arvores que estando em frente à sua casa e pertencendo à Câmara Municipal, deveriam ser abatidas imediatamente, uma vez que lhe provocam alergias. O referido protesto teve duração de aproximadamente 2h e 30 minutos após o almoço…E porquê? Porque o personagem tem imensos conhecimentos na Câmara Municipal, e dado o escândalo, uma vereadora amiga chamou-o e aconselhou-o a ir-se embora, comprometendo-se a concretizar o seu pedido do abate de árvores.
Dois meses depois do episódio em frente à Câmara Municipal, o nosso personagem começou a enviar sms a amigos e familiar nos quais se lia, e passo a citar: “ Já cortaram as árvores. SOU O ELO MAIS FORTE”.
Bem a vocês não sei, mas a mim dá-me vontade de gritar “JÁ HÁ MÉDICOS PARA ISSO” , temos aqui um mix egoísmo critico com hipocrisia e cara de pau desavergonhadamente declaradas!!! O nosso herói à portuguesa defende as árvores e a morte dos incendiários, mas reclama o abate das mesmas se estas lhe causam alergia…
É o dono da moral, o homem que quer ser o momento, dar o grito da revolta, reclamando as compadrices mas movendo as influencias é um verdadeiro artista, ele é O HERÓI Á PORTUGUESA!
sábado, junho 18, 2005
domingo, maio 22, 2005
Medicina em Portugal
Embora sejamos um país dito desenvolvido, o número de médicos por cada mil habitantes tem vindo a decrescer, ao contrário do que será previsto no âmbito de um desenvolvimento com intuito de melhoria das condições de vida e de uma sociedade de sustentabilidade.
Este facto tem vindo a suceder pois, para ser médico no nosso país não basta ter vocação e alguns conhecimentos, não! Para se poder tentar o curso de medicina que são à priori 6 anos, o indivíduo que pretende fazê-lo, nos três anos que antecedem a entrada na faculdade deve: despedir-se da família, dos amigos, das noites que nunca chegou a viver, e de uma vida saudável do ponto de vista físico, as sobretudo do ponto de vista psicológico. Isto tudo porque a média ronda os 19 valores de uma escala que termina no 20….eu não sei, mas não será de mais? È que estamos a falar de média o que obriga os alunos a ter todas as notas acima do 18, queremos formar o quê médicos ou anormais, ou bichos domesticados e treinados que de humanos terão muito poucos quando atingirem o seu objectivo.
A história da medicina em Portugal torna-se ainda mais anedótica se tivermos em conta o facto de com tanta condicionante imposta, por supostamente assim se poder obter melhores médicos, se contratarem médicos estrangeiros que entram na faculdade com medias menores, e assim se força também os portugueses a irem estudar por exemplo para Espanha.
Bom, tenho andado a reflectir acerca de tudo isto, pois recentemente e contrariamente ao que é meu costume fui ao médico, e julgo na verdade ter conhecido um génio ou um louco! (louco está sublinhado porque é a hipótese a que dou mais créditos)
Quando cheguei à sala de espera, sentei-me e peguei numa revista preparando-me psicologicamente para uma espera longa e demorada. No entanto, e para surpresa minha, após cinco minutos de espera já tinham sido consultados aproximadamente três doentes… Estranhei, mas mantive-me concentrada na revista que, tal como qualquer revista das que tinha à escolha, era muito interessante mas demasiado para o local e circunstancia. Acabei por conseguir ler dois artigos acerca da qualidade da agua em Portugal, e só não li mais nenhum, pois 10 minutos após ter pegado na revista estava a ser chamada pelo médico. Ora, pelas minhas contas, o referido louco deve ter atendido 5 pacientes em 10 minutos…Eu não sei bem, mas acho que quem ali estava não pensou que aquilo fosse tipo caixa de supermercado ao fim-de-semana, ou seja a despachar!
Foi então que entrei no consultório o referido doutor disse qualquer coisa e eu disse: “Desculpe, mas na ouvi…!”, e ele respondeu: “Tava a falar para mim, deixa lá!”. De seguida perguntou-me ao que vinha, descrevi com pormenor o acelerar do coração seguido de perda de audição e visão desfocada, questionei se poderia estar relacionado com o stress ou até com o facto de ter tensões baixas.... Obtive como resposta um rompante de informação que nem percebi: “Ah isso é tudo (depois nome esquisito de um musculo que desconheço) e blabla blablabla…”
A minha resposta, após ter ficado de boca aberta foi: “Desculpe, importa-se de repetir, mas de forma a que eu possa perceber o que diz?”, ele respondeu “Ah, claro!” e prosseguiu “Epá isso é o musculo que dispara…”, e explicou tudo direitinho o que era e como se processava. Devo adiantar que as causas ficaram por apurar e vai continuar a ficar porque tão depressa não vou a médico nenhum. Mas o remédio dado pelo doutor foi muito bom, e passo a citar (peço desculpa não poder dar-vos as imagens dele a exemplificar, mas efectivamente não me é possível!!!): “Onde quer que estejas, na rua, num café, sozinha ou acompanhada, deitas-te no chão e dizes às pessoas que estás bem. De seguida levantas as pernas, mesmo que não tenhas nenhuma cadeira levantas assim (e exemplificava) para o ar e, em simultâneo tosses.”
Eu ri-me perdidamente e, quando ele terminou disse-lhe: “Pronto, ainda bem que é só isso!” ao que ele me respondeu: “Ouve, não ponhas o carro à frente dos bois, não te preocupes! Olha o Fehér não teve tempo para se preocupar!”. Eu respondi “Está-me a dizer que eu vou morrer por causa disto?”, ele “Não, até porque para morrer basta uma coisa, não é?”, respondi “É estar vivo, certo!”, ele riu-se e disse é isso mesmo!!!
A consulta não terminou por ali ainda outras situações caricatas se sucederam nos 7minutos que lá estive dentro, mas devo ter sido a paciente mais demorada que atendeu.
Assim está o estado da medicina em Portugal! Aguardo os vossos comentários àquele que eu chamaria um post sem comentários, porque eu não os consigo fazer!
domingo, maio 08, 2005
Parabéns para mim!
O stress do primeiro ano de verdadeira trabalhadora, a preencher IRS, o já não aguentar mais do que duas noites sem dormir, principalmente a trabalhar, a queda de cabelo e enfraquecimento de unhas devido ao stress….
São alguns dos muitos sinais de avanço de idade!!!!!
Mas, existem outros sinais de final de juventude, que sinto já sobre mim, e que também penso coexistirem em muitas outras jovens mulheres. Tudo isto começa, quando os anos já não nos passam propriamente ao lado….
Os sinais são:
- A palavra casamento já não desperta em nós a extensa e saborosa gargalhada de antes, não! Em vez disso deixa-nos caladas, ou pior, deixa-nos mesmo a pensar no como pode ser ou como gostavamos que fosse, um dia!
- Pior do que a anterior, só mesmo sonhar com o vestido de noiva, imaginarmo-nos no dito dia “mais feliz da nossa vida”, e com pormenores…
- Celebrar o dia da mulher com o “clube das encalhadas” que, de entre todas as sócias nos pertencemos ás fundadoras, ou simplesmente mensalmente fazer o “jantar da gaja”, que serve basicamente para tentarmos sair para não pensar nas coisas anteriormente referidas e, simultaneamente, tentar conhecer “o príncipe” encantado!!!
- E o pior de tudo isto é: pensar seriamente em ter filhos, pondo inclusivamente em hipótese sermos mães solteiras, pois o relógio biológico está a despertar!!!!
Parabéns para mim, porque hoje é o meu dia!!!!
Oração do Estagiário!
Dá-nos pouco trabalho
Que a gente, até faz
Vá lá, sem exagero
Que para tirar boa nota
Não é preciso tanto desespero
Á vida de estudante
Venho eu acostumado(a)
Com todo este trabalho
Ainda acabo medicado(a)
Orientadora salvadora,
Vem lá a metodóloga!!
Dá-nos lá uma luzinha
E a nossa amizade será avassaladora
Para que colocação não nos falte
Dá-nos lá o notão
E ficarás para sempre no nosso coração
PS: Este poema, da minha autoria, descreve uma situação que so quem vive compreende e pode rir de...
domingo, maio 01, 2005
Máxima do dia
Fernando Pessoa
Eu não diria ou escreveria melhor, posso apenas adiantar que "no comer e no coçar o mal está em começar"!
domingo, abril 24, 2005
25 de Abril de 1974
quinta-feira, março 31, 2005
blogoconsulta para pessoas demasiado sinceras
segunda-feira, março 28, 2005
blogoconsulta para corações despedaçados!
sábado, março 05, 2005
O(s) "Confins"!
O que é certo é que todos temos uma vaga ideia com traços comuns, de que possivelmente se localiza a latitudes e longitudes dificeis de localizar, um pouco por todo mundo conhecido e, fazendo parte deste, constituiem sempre a parte mais esquecida do mesmo. Crê-se mesmo que existe um ou vários em todas as regiões de cada país, logo existem algumas dezenas em cada país e centenas à mesma latitude, e assim sendo milhares a nível mundial.
Ora, eu acretido ontem ter estado num dos confins de Portugal, que se localiza pertissimo de Freixo de Espada à cinta, algures entre amendoeiras que este ano não floriram ainda. Referi um dos confins, pois acredito e sei que em Portugal ouros existem, com: Alfena, Gafanha da Nazaré, Mazouco, Pessegueiro, Vaqueiros, e muitos outros.
Existem ainda diferentes critérios que nos levam a denominar de "Confins" um lugar, como o das acessiblidade de tem estradas más fica próximo do "cú de judas", ou seja, não é bem nos confins, mas se tem muito más ou mesmo péssimas acessibilidades aí sim, temos uns "confins" e, segundo este critério, pelo menos metade do nosso país fica no "cú de Judas", e um quarto do país nos "consfins". Um utro critério pode ser considerado tendo em conta os serviços disponíveis tais como bancos/multibancos, escolas desde o pré-escolar até pelo menos ao secundário, Hoteis, neste critério não cabem os cafes e restaurantes,pois todos sabemos que os tascos e tabernas, costituem uma forma rudimentar dos mesmos, e abundam nos confins, assim podemos determinar que um terço do país pertence a "Confins".
A minha sugestão é no sentido de se juntar ao nome destas localidades do país a palavra confisn, pois pelo menos em Portugal ninguem andaria enganado e, assim sendo, talvez pudessemos mesmo entrar para o guiness com uma nova categoria e record: "Pais que em termos de proporção tem mais localidades no limiar do fim do mundo, ou seja, cú de judas e confins".
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Interrogação imponente!
sábado, fevereiro 05, 2005
sábado, janeiro 29, 2005
- Força, continuem pois tem que haver sempre alguém do apelidado "contra", e embora todos saibamos que o ideal não existe é sempre possivel mudar, nem que seja para pior!
Para todos os que são a favor do sistema, uma (outra) palavra a dar:
- Parabéns, não sei como se pode passar a imagem de que se acredita em algo que já falhou e está a afundar milhões de pessoas, afinal vocês são os campeões, e conseguem divertir-se com a própria palhaçada!
Aos criadores/fundadores do sistema:
- A vossa capacidade de criar ciclos viciosos é magnânime, Avé criaturas iluminadas, capazes de se enaltecer e fazer os outros acreditar na utopia política e na sistémica de desenvolvimento inexistente. A vós tenho uma palavra a dar: a vitória reside na reparação do erro, que criasteis e jamais dissolvesteis!
A todos os que nem são contra nem a favor, muito pelo contrário:
- A definição de ideiais, o debate de convicções é um processo que faz parte da maturação, sem essas directrizes não sois própriamente adultos ou sequer tendes, embora tendo, o direito a exercer o mesmo poder de decisão que os outros atrás referidos!
Tenho escrito
PS: Meus caros leitores, serei eternamente criança!